Na Nseven, texto não nasce porque “é bom ter conteúdo”. Isso é vaidade métrica. Texto nasce porque existe um contexto de negócio que precisa ser blindado, explicado ou vendido.
Definimos comunicação como uma tecnologia de organização. Ela organiza a autoimagem da empresa, a mensagem ao mercado e a orientação do time. Quando falha nessa função, vira apenas ruído publicado.
O Erro da “Sintaxe Perfeita”
A facilidade de produção via IA criou uma ilusão perigosa: a de que escrever é apenas apertar um botão. O resultado é o “cinza corporativo”: textos gramaticalmente impecáveis, mas irrelevantes para a decisão de negócio. A correção formal não substitui o juízo estratégico.
Nossa linha de corte é rígida: primeiro a arquitetura humana, depois a ferramenta.
Arquitetura Humana: O Que a Máquina Não Lê
Fazer arquitetura humana não é preencher “missão, visão e valores”. É ler a transição do negócio. A empresa está em fusão? Em crise de crescimento? Mudando de nicho?
Esse diagnóstico exige critério, não processamento de linguagem. É a capacidade de entender o risco político de uma palavra ou o impacto comercial de um tom. A máquina escreve frases; quem decide a intenção é o negócio.
A Hierarquia da Tecnologia
A IA entra no nosso processo? Sim, mas com função definida: ela é operacional, não autoral.
Usamos a IA para lapidar o ritmo, adaptar formatos e escalar a distribuição. Mas ela trabalha sobre decisões tomadas. Jamais permitimos que um algoritmo invente um posicionamento ou crie uma identidade que a empresa não sustenta na vida real. Isso seria contribuir para a poluição informacional.
A Régua da Lucidez
Nossa política de publicação segue uma lógica binária:
- O texto descreve o negócio com honestidade?
- Ele entrega vocabulário útil para a equipe e para o mercado?
- Ele sobrevive à mudança do algoritmo da próxima semana?
Se a resposta for não, o texto morre no rascunho. Chamamos isso de respeito ao tempo do cliente. Não ocupamos a atenção alheia com o que não ajuda a decidir.
Essa visão alinha-se à definição de Lara Brenner sobre a “leitura que forma”: conteúdo bom não é o que agrada ou entretém; é o que estrutura o olhar.
Trazendo para a consultoria: não escrevemos para sermos simpáticos. Escrevemos para tornar a sua empresa mais lúcida sobre si mesma.