Inteligência Artificial Sistemas de Crescimento Soberania Estratégica

Até a NVIDIA admite: A automação total é “ingênua”.

Se você passou 2025 deslumbrado com promessas de substituir sua equipe por robôs, é hora de um choque de realidade vindo direto da fonte.

Em uma conversa técnica liberada esta semana entre a liderança da NVIDIA (a empresa que viabiliza a IA) e a Sequoia Capital (o fundo que financia o Vale do Silício), a conclusão foi cirúrgica e alinha-se exatamente com o que defendemos na Nseven: a “mágica” acabou. Agora é sobre engenharia e resultado.

Não é apenas uma opinião nossa. Os dados apresentados no encontro confirmam três teses que separam o hype do lucro real para quem entra em 2026:

1. O “Humano no Comando” converte 3x mais

Existe um fetiche perigoso no mercado B2B: a ideia de demitir o comercial e deixar um bot vender sozinho. A NVIDIA classifica essa tentativa de cortar o humano do loop como “ingênua”.

O case da Rox (empresa de agentes de vendas citada no vídeo) provou isso com matemática: quando mudaram o sistema de “envio automático” para “rascunho gerado por IA + edição/aprovação humana”, a taxa de resposta triplicou. A lição: A IA serve para o trabalho braçal de pesquisa. Mas o feeling do fechamento exige pulso.

2. A obsessão pelo “Modelo Deus” acabou

Pare de perseguir a próxima sigla ou esperar que o GPT-5 resolva todos os problemas da sua empresa. O dinheiro inteligente (Smart Money) já migrou para a Especialização.

Tentar usar um modelo gigante e genérico para resolver dores específicas é ineficiente. O futuro B2B, segundo a Sequoia, pertence aos modelos pequenos, treinados com dados proprietários e que rodam “dentro de casa” a um custo fracionado. Não precisamos de uma IA que saiba escrever poesia; precisamos de uma que conheça o seu estoque.

3. Slides não sobrevivem ao campo de batalha

A era dos benchmarks acadêmicos acabou. O cliente corporativo parou de perguntar “o quão inteligente é este modelo?” para perguntar “isso funciona na rua?”.

O exemplo do agente da Expo, que se tornou o hacker nº 1 do mundo na plataforma HackerOne (ambiente real), enterra a validade dos testes de laboratório. Se a sua solução de IA não performa no caos do dia a dia, ela é um brinquedo, não uma ferramenta.

O Veredito para 2026

Quando os fabricantes dos chips e os maiores investidores do mundo concordam que a tecnologia é apenas o meio, e não o fim, a discussão encerra-se.

A IA não vai salvar um modelo de negócio ruim. Ela apenas vai acelerar o fracasso — ou escalar o sucesso de quem entendeu que tecnologia é commodity. Gente é o ativo.

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